ID#41 – Restaurações Cervicais

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Transcrição do vídeo

Olá, olha nós aqui novamente e dessa vez para responder o questionamento do colega Roberto Rodrigues, obrigada Roberto pelo carinho e pela excelente pergunta: O Roberto perguntou quando optamos nas lesões cervicais por restaurações em resina ou ionômero de vidro? Imagino que essa também pode ser a sua dúvida de outros colegas e se for a sua fique por aqui que é sobre isso que vamos falar.  
Se você ainda não acompanha nosso trabalho eu sou Dulce, Dulce Simões do Inspirando Dentistas que tem como missão compartilhar conhecimento e tornar a sua vida mais fácil, simples mas  sempre baseada em conhecimento.
Pois vamos nós embarcar nessa discussão. E eu vou começar fazendo algumas considerações para fazer você pensar e tomar sua decisão.
Primeira coisa que já quero abrir dizendo: Você pode optar, escolher e trabalhar com ambos os materiais, Ionômero de vidro ou resina composta. Do ponto de vista do material em sim ambos podem ser indicados para restaurações cervicais, quer tenham sido decorrentes de processos cariosos quer não.
Vamos pensar agora em cada um de forma separada. O CIV é um material que tem adesividade, não precisa de nada, de nenhum sistema adesivo, ele já é adesivo. E essa adesão acontece através de mecanismos de quelação com o cálcio. Ótimo pois a região cervical precisa de um material com essa propriedade de adesão.
Esse material libera flúor. E funciona como uma esponja. cada vez que o paciente faz contato com o flúor ele absorve esse flúor e libera novamente como se fosse um ionômero recém colocado. É um reservatório. Excelente em pacientes com a doença cárie. 
Porém os CIV não são bons do ponto de vista de estética. Por mais que tenham melhorado ainda são opacos e não apresentam nuances de cor. Com o nível de exigência dos pacientes atualmente, sei não se seria bom arriscar.
Outro detalhe a ser considerado: a lisura superficial da restauração. Sabemos que as restaurações de um modo geral devem ser lisas e polidas, e principalmente se estiverem próximas dos tecidos gengivais. E dificilmente conseguiremos essa lisura e esse polimento com os CIV existentes.
Além disso apresentam uma baixa resistência ao desgaste contra abrasão, o que com certeza pode ser um limitador desse material nessa região.
E as resinas? Tecnicamente sensíveis, técnica incremental, precisam dos sistemas adesivos, mas apresentam uma excelente estética e um excelente acabamento e polimento. Além de várias resinas apresentarem um módulo de elasticidade semelhante a dentina o que deixa seu comportamento bem semelhante ao desse tecido quando submetidos a cargas oclusais.
Assim, eu acredito que devido a essas características das resinas ela de um modo geral é o material de escolha para restaurar lesões cervicais. A não ser que não exista essa opção ou em pacientes cárie ativos, como um procedimento temporário afim de adequar o meio para no futuro, quando este paciente entrar em equilíbrio, saúde bucal, aí sim esse planejamento pode ser reavaliado.
espero que eu tenha conseguido esclarecer a dúvida do Roberto e que tenho clareado também as suas. Se você acha que esse vídeo é relevante compartilhe nas suas redes sociais, marque um amigo, divulgue, afinal essa é a missão do Inspirando Dentistas, divulgar conhecimento, e eu não consigo fazer isso sozinha, preciso de você.

Um beijo grande e vejo você no nosso próximo vídeo.

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