ID#4 – Clareamento Dental – estudo in vivo

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Leia o artigo nesse link: Artigo 4

Transcrição do vídeo:

Então vamos lá, sejam bem vindo a esse vídeo semanal onde nós vamos abordar mais um artigo científico, relacionando os resultados desse artigo com sua vida clínica. Eu sou Dulce Simões criadora do Inspirando Dentistas e eu verdadeiramente acredito que esses vídeos farão você estar a um passo do seu próximo nível. 

Se você não sabe ainda, o nosso projeto de 2017 é trazer toda semana para vocês um artigo, onde vamos mostrar como foi feito, os seus objetivos e resultados, e ao final  vamos comentar sobre a importância clínica desse artigo e que sacadas podemos tirar dessa informações, o que poderemos agregar ao nosso dia a dia. Vamos trazer essas informações do meio apenas acadêmico para o nosso mocho, para a nossa mão na massa, para a prática. E se você não tem tempo de ver os vídeos, baixa o aplicativo podcast e escuta lá, escuta na corrida, no carro, na esteira, onde você estiver. Só não deixe de assistir, comentar, compartilhar e contar pra todo mundo sobre o inspirando dentistas. Então vamos para a ação.

Pois bem, hoje nós estamos aqui com um artigo publicado recentemente na Revista Dental Press, 2015, quem tiver interesse em ler o artigo na íntegra eu disponibilizo o PDF na nossa página inspirandodentistas.com.br. Vale a pena ler o artigo inteiro, vamos deixar de preguiça e vamos colocar essas mentes para pensar.  Vamos nos tornar mais críticos quanto as informações.

Pois bem, esse artigo tem o seguinte titulo EFEITO CITOTÓXICO DE AGENTES CLAREADORES NA POLPA: ESTUDO IN VIVO. Imagino que você já ficou de cabelo em pé, né? Falou em efeito citotóxica e clareamento dental todo mundo fica interessado. Eu também fico, e fico mais ainda quando temos uma pesquisa feita in vivo o que é muito mais difícil de encontrar.

Nós ja sabemos que hoje existe uma loucura pelos dentes brancos, com uma variedade enorme de materiais e técnicas. Mas, embora existam tantos materiais e técnicas o clareamento dental consiste basicamente na aplicação de um agente oxidante sobre os dentes, com o objetivo de que este material ultrapasse o esmalte e chegue à dentina, e aí ele reaja quimicamente com os agentes cromóforos, que existem nesse tecido. As substâncias mais utilizadas são os peróxidos de carbamida e de hidrogênio, que foram os materiais empregados nessa pesquisa.

O objetivo desse estudo foi avaliar as alterações histológicas do tecido pulpar de premolares após terem sido utilizadas diferentes técnicas clareadoras. Foram usados 40 premolares, divididos em grupos de 10 dentes cada, onde foram empregados o peróxido de carbamida a 10%, peróxido de carbamida a 16% e peróxido de hidrogênio a 38% com aplicação de luz e sem aplicação de luz. Esses premolares seriam extraídos posteriormente por razões ortodônticas e foram distribuídos aleatoriamente. Os dentes clareados com peróxido de carbamida a 10% e 16% foram clareados por 14 dias, e os que eram clareados com peróxido de hidrogênio a 38% em 3 sessões, cada sessão fazendo trocas do material a cada 15 minutos. Ou seja, em cada sessão 3 aplicações de 15 minutos cada. No grupo onde era empregada a luz essa fonte luminosa permanecia por 3 minutos estimulando a reação. Isso tudo era feito apenas no premolar de um lado e o do outro lado servia como controle, não recebia nada de clareamento.

Após os tratamentos, cada grupo daquele jeito já descrito, os dentes foram extraídos, preparados para a análise histológica e submetidos a análise estatística. E quais foram os resultados? Os resultados dessa pesquisa mostram que não houve mudança significativa da polpa quando foi empregado o peróxido de carbamida a 10% e que houve uma alteração moderada quando o uso foi de peróxido de carbamida a 16%. Porém, meus amigos, quando o material usado foi o peróxido de hidrogênio a 38%, com e sem a fonte luminosa as alterações foram de moderada a severa.

No grupo controle onde foi usado o peróxido de carbamida a 10% as características histológicas eram bem parecidas ao do grupo controle. Quando o peróxido de carbamida passou para 16% já houve uma discreta redução na quantidade de fibras colágenas, que passaram a se apresentar meio desorganizadas. Além disso, foi observado um aumento da quantidade de células inflamatórias na matriz extracelular.

No grupo 3, que foi o que usou peróxido de hidrogênio a 38% sem luz, foi visto uma redução e uma desorganização das fibras colágenas, aumento da angiogênese, interrupções na integridade da camada de odontoblastos e aumento no número de focos de infiltrado inflamatório. As mesmas alterações foram encontradas no grupo 4, mas tem um detalhe, tudo com níveis mais severos, ou seja, inflamações mais severas.

Conclusão do trabalho? Quando se empregam altas concentrações de peróxido de hidrogênio a polpa sente, esses materiais se mostram mais agressivos. Os autores consideram que isso pode acontecer devido a alta difusão que o peróxido de hidrogênio apresenta, e que é diretamente relacionada com o aumento da sua concentração. Ou seja, o peróxido de carbamida a 10% é o agente clareador seguro, claro, quando usado dentro das recomendações.

Eu particularmente concordo com esse artigo, prefiro usar materiais mais brandos e mais seguros. Gosto do peróxido de carbamida a 10%.

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Aguardo vcs no próximo vídeo, beijo grande e até lá.

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