ID#26 – Cimento de Ionômero de Vidro

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Transcrição do vídeo

Olá pessoal, eu sou Dulce Simões do Inspirando Dentistas e faço vídeos semanais com dicas e sacadas para facilitar a sua vida. E hoje nossa pergunta é a seguinte: Você sabe quais as melhores indicações dos cimentos de ionômero de vidro? Pois é exatamente sobre isso que vamos falar.

Bem, pessoal, vamos por partes e vamos começar do começo. Primeiro vamos relembrar algumas características do Cimento de Ionômero de Vidro para podermos entender suas boas indicações, ou não né? Sim, e quando falo “ou não” é porque se formos olhar a literatura esse material parece um bombril, tem mil e uma utilidades. E não é bem assim. E aí vocês vão me questionar, “mas não pode tudo?”. Vou te lembrar da velha frase que já usei outro dia, pode tudo, mas nem tudo convém.

E sempre digo que precisamos entender as propriedades dos materiais para podermos aplicá-los da melhor maneira possível. 

Os primeiros Ionômeros surgiram no início da década de 70 e apresentavam vários inconvenientes, como presa lenta, baixa resistência, opacidade acentuada, muito sensível a desidratação e ganho de água. Foram evoluindo para melhorar esses inconvenientes e hoje são o que são. Melhoraram muito? Sim, melhoraram, mas ainda tem lá suas limitações.

São indicados, academicamente falando, ou seja é assim que ensinam, para restaurar cavidades de classe III, V, servem como forramento, servem como agente de cimentação, selante de cicatrículas e fissuras, cavidades de classe I incipientes, núcleo de preenchimento, ou seja servem para tudo.

Será mesmo? Que super poderes tem esse material para ser assim tão multitarefas? Melhor parte, que eu adoro, conhecer o material para emprega-los corretamente. E quais são essas características? Hoje vou falar de uma de suas características que é “adesividade”.

O Cimento de Ionômero de Vidro tem adesividade sim tanto ao esmalte quanto a dentina. E essa adesividade acontece como? Através, de reações químicas com o cálcio. Temos cálcio tanto do esmalte quanto na dentina, certo? Então, me acompanhem, quanto mais cálcio, se ele tem ligações com esse cálcio, mais adesivo ele será, certo? Bingo! Estamos juntos. Se ele tem boa adesão ao cálcio então ele tem uma boa adesão a dentina esclerosada, que é uma dentina hipermineralizada. Estou correto? Isso mesmo pessoal. Adesão ao cálcio, dentina esclerosada muito cálcio, logo, boa adesividade. Assim, pessoal a sacada é:  dentes que ao final do preparo apresentem dentina esclerosada, a melhor opção é colocar primeiro o Ionômero de Vidro e depois a Resina Composta, afinal já sabemos que a força de união dos sistemas adesivos a dentina esclerosada é fraca, estão lembrados? Quem acompanha já sabe que existe um vídeo sobre isso e quem não acompanha tá vendo o que anda perdendo? Mas pode assistir depois que terminar esse aqui. 

Sim, é uma ótima pedida, eu particularmente acho, mas, detalhe, só para dentes posteriores, para os anteriores não acho legal, essa é uma opinião minha ok? Mas por que não Dulce? Porque apesar de toda melhora, eles ainda são opacos, e podem interferir negativamente no resultado  estético final da sua restauração.

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Beijo grande!

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