Peróxido de carbamida a 10% é coisa do passado?

Peróxido de carbamida a 10% é coisa do passado?

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Essa foi uma pergunta que me fizeram durante um curso que ministrava semana passada. Pergunta corajosa, visto que eu estava afirmando que usava sempre o material nessa concentração. Quase me senti uma peça de museu, mas, logicamente em dois segundos, refleti que não é mesmo fácil ir de encontro aos apelos dos diversos fabricantes, que lançam materiais todo tempo e sempre dizendo que os últimos são os melhores.

Pois sou mesmo um ser do passado, adoro peróxido de carbamida à 10%. “Ando devagar porque já tive pressa”. E para que a pressa? Sempre se diz que a pressa é inimiga da perfeição e assim também acontece com os clareamentos. Para o clareamento caseiro supervisionado podemos indicar tanto peróxidos de hidrogênio (de 3,5 a 10%) quanto peróxidos de carbamida (10, 16, 22%). Os peróxidos de hidrogênio são indicados para uso diurno, enquanto os peróxidos de carbamida para uso noturno. Quais as vantagens de se indicar materiais de concentrações mais elevadas ao final do tratamento? NENHUMA. A concentração mais elevada vai apenas iniciar de forma mais evidente o processo, mas ao final do período o resultado será o mesmo independente da concentração.

O problema é que, quanto maior for a concentração, maiores as possibilidades de sensibilidade trans e pós-operatória, maiores alterações no esmalte e maiores possibilidades de peróxido de hidrogênio na câmara pulpar. Nada que seja terrível, visto que são efeitos colaterais passageiros. Cada paciente é um paciente, e sua indicação no que se refere ao material e concentração, vai depender da velocidade que deseja obter resultados. Cabe a você explicar os prós e os contras, e estar seguro do que deseja indicar. Para isso é importante conhecer os materiais.

Acordados profissional e paciente, tudo certo, entrega a moldeira, explica o uso e aguarda o resultado!

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