(Não tão) Admirável Mundo Novo

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Semana passada, participei de um grande evento voltado para a área da Odontologia Estética, SBOE 2017. Evento fantástico, palestras maravilhosas e muito valor agregado. Não tem como descrever, só estando presente para entender.

Vi e ouvi muitas coisas, algumas que já conhecia e que vieram apenas reforçar conceitos e técnicas, fazendo-me ver que tenho andado pelo caminho certo. Outras me fizeram baixar a guarda e repensar sobre assuntos, que a princípio, eu ignorava e que por isso tinha ideias contrárias. Talvez por ver tantas coisas absurdas que vêm sendo realizadas por aí. Mas, repensei sobre conceitos como novas tecnologias, botox, preenchimentos e até onde esses novos horizontes podem somar e melhorar nossos trabalhos e resultados.

Tomei conhecimento de maravilhosos projetos como o Por1sorriso, que através de ações atuam principalmente em comunidades extremamente carentes e com pouco acesso à assistência, como populações ribeirinhas e indígenas, quilombolas, moradores do sertão nordestino, povoados em condição de miséria no continente africano e comunidades urbanas carentes.Vale muito a pena conhecer o trabalho maravilhoso do colega Felipe Rossi. http://www.por1sorriso.com.br/#

E já no penúltimo dia vi uma palestra do professor Rafael Decúrcio, onde foram feitas várias “provocações” que adorei. Uma dessas provocações se referia à GERAÇÃO DE FACETADOS que estamos deixando como legado no momento em que esse tipo de procedimento é comparado a aquisição de “bens” que indicam a sociedade o poder, talvez, aquisitivo do indivíduo. É como ter uma bolsa de marca ou um carro super ultra mega desejado. Assim são as facetas. E o grande detalhe, é que as pessoas não desejam dentes naturais, com aspectos de dentes, que desapareçam e que façam parte de um conjunto harmonioso e equilibrado. Não, não, não. Se ficar assim quem vai saber que foram feitas facetas, sinal atual de poder e beleza. Fico me perguntando onde isso vai terminar. Afinal, todos os materiais tem prazos de validade. E se hoje são feitas facetas, laminados, lentes ou qualquer outro nome que desejem ou inventem, em pessoas cada vez mais jovens, o que terão essas pessoas ao chegarem aos seus 80 anos?

Longe de mim ser contra à boa indicação. Não é isso. Sou super a favor do correto planejamento, do correto protocolo, dos procedimento minimamente invasivos e, acima de tudo, dos resultados naturais e harmoniosos. Só estou aqui observando e fazendo algumas reflexões. Mas como tudo nessa vida vem e volta, vou aguardar e ver onde essa busca pelos sorrisos padronizados vai dar. E, lógico, quais serão as próximas novidades.